domingo, 23 de outubro de 2011

Ando cansada. Cansada da pessoa que me tornei, da vida que ando levando, do excesso de objetividade (ou pelo menos a impressão disso) que coloquei nas minhas ações. Ando carente do meu romantismo, daquela pessoa sonhadora e babaca de uns tempos atrás. Ou talvez seja só carência pura mesmo, e a minha resignação de assumir isso. De assumir que eu ainda tenho um coração, que eu ainda sinto, que eu estou repetindo aquele meu ciclo idiota de passar o mês de outubro apaixonada e sozinha. Porque é isso que eu faço todo santo ano. Queria que dessa vez as coisas fossem diferentes. Ou não. Na verdade, acho que no fundo eu nunca quero ter um amor correspondido. Acho que no fundo eu gosto de ficar choramingando a dor-de-cotovelo e o fato de eu não ser A pessoa especial na vida de fulano ou de sicrano. Até porque, veja bem, não há motivos para se dizer estar apaixonada. Então não há motivos para se querer sofrer por amor.
Talvez eu realmente só precise agora daquela minha noite em Paris. Talvez meu relacionamento de sucesso seja com uma dessas cidades assim, com esse ar mágico-idealizado que eu tenho como solução para a minha vida.

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