Okay. Dias agitados rendem um turbilhão de pensamentos, e como ando tentando retomar o hábito de escrever (ao invés de guardar tudo aqui nessa cabecinha), vamos começar né?
Não sei como vou ordenar as coisas, mas enfim...
Hoje, durante uma aula, uma pessoa se ofendeu com alguns risos, disse 'já que eu não falo direito, vou embora', pegou suas coisas e saiu. Engraçado é que só lembro de duas pessoas rindo. Eu e mais outra. E o engraçado é que nem eu e (imagino) nem a outra pessoa ríamos dela. Tanto foi, que na hora que eu ri eu tava olhando pra baixo, pegando o celular na minha mochila, pensando em milhares de coisas muito além daquela sala de aula. Mas o que me fez pensar foi nessa questão de complexos, mania de perseguição e de como cada um vê a realidade de um jeito. Existem mesmo aqueles dias que a gente acha que tá todo mundo reparando na gente, quando na verdade nem está. Foi o que aconteceu com ela. E o curioso é que é capaz de pegar um abuso de mim e da outra pessoa, quando na verdade nem estávamos reparando nela (digo, pelo menos eu não estava, mas não creio que o outro também estivesse). E o engraçado é que eu penso também que um dia eu também tive essa sensação dela, de acharem que estavam rindo de mim. Só que dessa vez eu estava do outro lado...
Hoje também me disseram que estou parecendo mais velha. Segunda vez que ouço isso essa semana. Curioso... Por vezes me irritava quando as pessoas diziam que eu tinha cara de quinze anos e, agora que me disseram que estou com um ar mais de adulta, nem vi tanta graça assim. Na verdade, fiquei foi chateada com isso. Talvez eu quisesse mesmo tem aquele ar idiota e inocente de sempre.
E as outras filosofias ficam comigo. O sono é mais forte...
quatrocentos gramas
Há 12 anos
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